Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 31/10/2022

Segundo o filósofo iluminista Rousseau, “a natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. O papel social criado pela sociedade para limitar as vontades alheias, tornou a vida das minorias, como as mulheres, cansativo. A meternidade, um dos papéis estabelecidos pelo corpo social ao qual as mulheres devem se subter, transformou a existência feminina em uma utilidade singular. Diante disso, é preciso reverter esse cenário, o qual é motivado pelo silenciamento de discursos e desigualde.

Em primeira análise, é preciso destacar a carência de debates acerca dos papéis sociais dos elementos que estruturam a sociedade atual, que funcionam como impulsionadores das desigualdades de gênero. Em vista disso, segundo o sociólogo Karl Marx em sua teoria do “Silenciamento de discursos”, alguns temas são omitidos pela sociedade, a fim de ocultar as mazelas sociais. Sob essa ótica, a visão do autor pode se aplicada quanto a carência de discussões a respeito da função social idealizada pela sociedade, que limita os desejos e a autencidade das mulheres, principalmente em relação a meternidade.

Além disso, a desigualdade de gênero é um dos fatores que estimulam a maternidade compulsória, pois classifica a existência da mulher a um ser doméstico, materno e submisso. Sob esse viés, a feminista Simone Beavoir citou “querer ser livre é também querer livres os outros”. Dessa maneira, essa perspectiva se aplica no contexto atual, no qual se tornou necessário livrar a sociedade de funções e papés intangíveis, atevés da união do corpo social para um bem-comum, a liberdade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que a sociedade - responsável pela quebra de paradigmas - dissemine informações e debates a respeito da desigualdade de gênero e como ela interfere na liberdade e na vida dde todas as pessoas, por meio do uso das plataformas digitais, cartazes e propagandas, a fim de construir uma sociedade mais igualitária e independente.