Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 11/11/2022

Na série estadunidense “Greys Anatomy”, a médica Cristina escolheu não ser mãe, no entanto, acaba recebendo críticas de seus amigos e marido devido a sua escolha de vida. Fora da ficção, em situação análoga à apresentada na série, a maternidade compulsória atualmente é um enorme problema da sociedade brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a má influência midiática, bem como a mentalidade individualista.

Diante desse cenário, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, observa-se que a mídia, romantiza a maternidade com filmes e novelas, apresentando uma vida completa e feliz com filhos, perpetuando, dessa forma, a maternidade compulsória no Brasil. Desta forma, a mídia ao silenciar o tema, influencia na consolidação do problema.

Além disso, percebe-se como uma causa latente da maternidade compulsória no Brasil a mentalidade individualista. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman descreve a sociedade moderna como massivamente egoísta. No contexto atual, mulheres que não querem ter filhos enfrentam uma enorme pressão social em relação a maternidade, não se importando se essa mulheres apresentam um preparo piscológio e financeiro necessário para arcar com essa responsabilidade. Logo, percebe-se, então que a maternidade nunca foi tratada como uma escolha feminina, mas uma obrigatoriedade imposta pela sociedade.

Portanto, fica evidente a necessidades de medidas que venham amenizar o problema. Por conseguinte, cabe ao Governo federal - orgão responsável pelo interesse administrativo em todo o território nacional - elevar o nível de informação da população sobre a problemática, por meio de comercias em TV aberta, com o objetivo de que a maternidade deixe de ser uma obrigação e passe a ser uma escolha para as mulheres brasileiras.