Maternidade compulsória em debate no Brasil

Enviada em 30/01/2023

No último século, houve o fortalecimento de movimentos feministas que puseram em debate diversas pautas, entre elas, a maternidade compulsória. Nos dias atuais, a medida que a igualdade de direitos é atingida, muitas mulheres preferem se dedicar a sua vida profissional, entretanto, ainda há muito a mudar, elas são vistas como insensíveis e incompletas, exercendo de forma desnecessária, uma pressão social para que elas sejam mães.

Primeiramente, é preciso considerar que mesmo com os avanços nos direitos conquistados pela mulher, existe ainda nos dias atuais, resquícios do machismo que perdurou durante milênios, neste caso, ele se manifesta, principalmente, por meio de comentários de amigos e familiares a respeito de quando ocorrerá a maternidade, como se fosse uma obrigação a ser cumprida para a sociedade, mas na verdade, é uma dívida inexistente.

Além disso, a falta de informação sobre os métodos contraceptivos disponíveis e como utilizar-los da forma mais eficaz, fortalece o surgimento deste problema. Segundo uma pesquisa feita pelo Repórter Unesp com 1537 mulheres, a maior parte das entrevistadas (54,7%) tem vontade de ser mãe. Entretanto, muitas das vezes, ela ocorre de forma inesperada, devido a essa falta de informação, que é uma outra forma de manifestação desse problema, pois embora desejada, ela foi “forçada” pela falta de conscientização das possibilidades de proteção.

Diante do exposto, cabe ao Estado por meio do Ministério da Educação, cada vez mais, conscientizar através dos programas de ensino das escolas, os métodos contraceptivos existentes, sua forma de utilização e o seu grau estatístico de proteção. Dessa forma, com o passar dos anos existirão cada vez mais adultas conscientes e livres para exercer a maternidade, se assim quiser e quando desejar. Por fim, cabe aos meios de comunicação trazerem este problema para o debate público, através de documentários, novelas de forma a contribuir para a diminuição das imposições sociais sobre as mulheres. Só assim, contruíremos uma sociedade mais justa e igualitária.