Maternidade compulsória em debate no Brasil
Enviada em 14/03/2023
A origem do pensamento machista é evidente desde a antiguidade em Roma, onde o único papel da mulher era procriar, cuidar dos afazeres domésticos e de seus filhos. Embora essa convicção tenha mudado e o amadurecimento social tenha se desenvolvido, pode-se notar ainda na atualidade o quanto essa opinião ainda faz-se presente. Nesse contexto, a pressão da sociedade em cima das mulheres está intimamente ligada à maternidade compulsória e a desigualdade de gênero, sendo necessário problematizar e discutir essas imposições sociais.
Diante do crescimento do machismo estrutural no Brasil, o estigma da “maternidade obrigatória” sufoca qualquer tentativa de desabafo, tanto pelo preconceito social quanto pelo descaso governamental. A esse respeito, a construção social feminina inclui a romantização da gravidez como a realização de vida de uma mulher, todavia, o Artigo 1 dos Direitos Humanos afirma que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Porém, observa-se na realidade brasileira que esse direito não é reconhecido e imposto, visto que o Estado não desempenha suas funções corretamente.
Ademais, a alienação da sociedade dificulta a superação dessa barreira no que tange as disfunções de gênero. Segundo Oscar Wilde: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”, nessa circunstância torna-se imprescindível quebrar esse achismo e descontruir o padrão social que estabelece uma mulher completa somente após ser mãe. Logo, a cobrança e a imposição excessiva da maternidade, aliadas com a falta de poíticas públicas e a indiferença do governo, precisam ser superadas com a finalidade de chegar à tão sonhada “Ordem e Progresso”.
Portanto, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania deve promover aulas e palestras nas escolas do país, a fim de desmantelar o machismo estrutural inserido na sociedade e estimular as novas gerações a desempenhar formas livres de convívio, acompanhando os Direitos Humanos de liberdade e dignidade. Somado a isso, o governo deve criar novas políticas de contracepção de fácil acesso á todas as mulheres e assim entregar segurança contraceptiva com equidade á toda população brasileira.