Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil
Enviada em 25/11/2025
No contexto contemporâneo, em que o consumo está amplamente associado ao marketing digital e às mídias tradicionais, as propagandas enganosas tornaram-se um problema recorrente no Brasil. Muitas empresas utilizam estratégias persuasivas para omitir riscos, exagerar benefícios ou induzir o consumidor ao erro, violando direitos essenciais previstos no Código de Defesa do Consumidor. Essa prática compromete a transparência do mercado e afeta especialmente grupos vulneráveis, como idosos e crianças, que têm maior dificuldade em avaliar criticamente a veracidade das informações.
A difusão dessas propagandas resulta, muitas vezes, em prejuízos financeiros, frustrações e até riscos à saúde, como no caso de produtos alimentícios, cosméticos e medicamentos vendidos com atributos falsos. Segundo o Procon-SP, o número de denúncias relacionadas a publicidade enganosa cresce anualmente, evidenciando falhas na fiscalização e punição. Dessa forma, a problemática deixa de ser meramente comercial e passa a representar uma ameaça ao bem-estar social, já que enfraquece a confiança entre consumidor e mercado.
Nesse sentido, políticas públicas mais eficazes são indispensáveis. É necessário ampliar a vigilância sobre anúncios veiculados nas redes sociais, exigindo maior responsabilidade de plataformas digitais e influenciadores, que frequentemente promovem produtos sem comprovação. Além disso, o Estado precisa investir em campanhas educativas que informem a população sobre seus direitos e sobre como identificar práticas fraudulentas. Somado a isso, punições mais severas às empresas infratoras, com multas proporcionais ao prejuízo causado, podem desencorajar condutas ilegais e proteger os consumidores.
Portanto, o enfrentamento das propagandas enganosas no Brasil depende tanto de fiscalização rigorosa quanto de educação para o consumo consciente. A aplicação efetiva do Código de Defesa do Consumidor, aliada ao controle das publicidades digitais e à responsabilização de quem as divulga, pode fortalecer a transparência comercial. Assim, será possível construir uma relação mais ética entre empresas e sociedade, garantindo que o consumidor seja respeitado e que o mercado funcione de maneira justa e confiável.