Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil

Enviada em 10/02/2026

O conto infantil “Pinóquio” mostra um garoto de madeira aprendendo que mentir não é legal e que tem consequências, pois o nariz dele literalmente cresce quando ele mente. Saindo da ficção, mas considerando o contexto, a grande falsidade da publicidade brasileira faz de extrema importância debater medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas. Nesse sentido, analisar o comércio usando a mentira como ferramenta lucrativa e a falta de conhecimento dos consumidores dos próprios direitos é fundamental para resolver essa problemática.

Em primeira análise, debater a instrumentalização da mentira como geradora de lucro é fundamental. Seguindo a ótica do filósofo Jean-Paul Sartre, o verdadeiro inferno são as pessoas. Nessa perspectiva, o comércio está visando o individualismo, prejudicando os consumidores e tirando proveito da situação, pois utilizar enganações nas propagandas quebra a confiança – fator fundamental na economia – de entregar o produto ou serviço prometido. Em decorrência disso, a sociedade, ao passar dos anos, estará pensando menos no coletivo e mais nos desejos individuais. Desse modo, evidencia-se uma ruptura moral do país.

Ademais, paralelamente à problemática anteriormente apresentada, é fundamental avaliar o desconhecimento da população dos seus próprios direitos ao consumir. Segundo o filósofo chinês Confúcio, não corrigir nossos erros é o mesmo que cometer novas falhas. Todavia, o essencial para o povo não ser mais enganado por publicidades predatórias é aprender a identificar e denunciar enganações, porém esse é um conhecimento que foge do senso comum dos brasileiros. Dessa forma, gera-se uma sociedade à mercê das propagandas.

Infere-se, portanto, promover medidas para o combate às propagandas mentirosas no Brasil. Visando impedir esse revés, urge que os veículos de comunicação em massa – televisão, redes sociais e YouTube – mediante suas plataformas, informem a população sobre os direitos do consumidor para o povo ter como denunciar e identificar enganações. Assim, os narizes dos publicitários parariam de crescer igual o do Pinóquio.