Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil

Enviada em 23/08/2024

No filme “Obrigado por Fumar”, o protagonista Nick Naylor é um carismático empreendedor que promove o consumo de tabaco através de propagandas enganosas e manipuladoras, mesmo sabendo que isso é prejudicial à saúde das pessoas. Fora da ficção, em comum com a realidade, muitas indústrias adotam estratégias semelhantes em diversas áreas. Entre os fatores que permitem essa realidade, destacam-se a falta de fortalecimento das leis e o monitoramento digital insuficiente.

É lícito postular que, mesmo com a evolução da legislação, a ineficiência persiste e, em alguns casos, se simplifica. Sob essa ótica, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), criado para proteger a população contra práticas manipulativas, ainda carece de maior eficácia. Entretanto, segundo o SPC Brasil, 54% dos consumidores já foram vítimas de fraudes, o que demonstra a necessidade urgente de melhorias para garantir que os brasileiros façam compras com base em informações reais sobre os produtos.

Além disso, cabe salientar que a falta de avanços tecnológicos contribui para o aumento de publicações enganosas, e os agentes de fiscalização na internet não são devidamente capacitados. Nesse contexto, o documentário “O Dilema das Redes” evidencia como as mídias digitais podem manipular e enganar o público. Fica claro, portanto, que mudanças nessas plataformas são essenciais para enfrentar o problema.

Diante dos fatos, é crucial resolver essa questão. O governo deve fortalecer as leis de proteção ao consumidor e intensificar o monitoramento digital, garantindo punições severas para práticas enganosas. Esse esforço é essencial para construir uma sociedade onde a ética prevaleça nas relações comerciais e os direitos dos consumidores sejam efetivamente protegidos.