Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil
Enviada em 20/10/2024
O período da Era Vargas ficou conhecido pelo seu uso inteligente das mídias, por meio das quais fez propagandas políticas e controlou a narrativa a respeito de seu governo. Dessa forma, foi possível observar a influência de publicidade na sociedade brasileira, fato que passou a ser utilizado como ferramenta por empresas na divulgação de seus produtos na atualidade. Assim, é imperiosa a análise do sistema capitalista e da lacuna educacional no Brasil como obstáculos para o enfrentamento do uso de propagandas enganosas.
Em primeiro lugar, deve-se destacar o capitalismo como motor propulsor da mentalidade focada no lucro. Nessa perspectiva, a série “Black Mirror” desenvolve a história de um jovem após se tornar famoso nas redes sociais. Na trama, a carreira do menino cresce à medida que ele faz acordos com marcas e garante a venda dos produtos, de modo que passa a sempre inventar qualidades para enganar o público. Não distante da ficção, na realidade brasileira, é comum a criação de histórias e elogios para a venda de objetos, visto que o objetivo geral atual é a garantia do ganho material e de lucro.
Ademais, é essencial observar o papel do deficiente sistema educacional do país na formação de adultos sem a consciência de seus direitos. Nesse sentido, o pensador Immanuel Kant disse: “O homem nada é além daquilo que a educação faz dele”. Sob essa ótica, a falta de ensino, no Brasil atual, sobre a identificação de propagandas enganosas e o modo a denunciar essas situações de violência ao Código do Consumidor representa uma falha na ação governamental, o que impede a correção do problema.
Portanto, faz-se necessária a participação do Estado na solução da problemática. Dessa maneira, é dever do Ministério das Comunicações, em parceria com a mídia, a criação de campanhas de conscientização a respeito da existência e da ilegalidade de propagandas enganosas na conjuntura brasileira atual. Essa ação deverá ser efetivada por meio de redes sociais, como Facebook e Tiktok, para que o problema seja discutido por toda a população do país. Assim, casos como os de “Black Mirror” deixarão de ser uma realidade.