Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil
Enviada em 24/10/2024
Desde o século XVIII, no iluminismo, entende- se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, atualmente, no Brasil, a prática deturpa a teoria iluminista, tendo em vista as dificuldades para enfrentar as propagandas enganosas no país. Nesse contexto, é válido analisar a negligência estatal, bem como os nocivos hábitos civis, como principais causadores do cenário em questão.
De início, é imprescindível ressaltar a inobservância do Estado como fator agravante para a expansão de publicidades enganosas no país. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes é dever Estado garantir o bem-estar social da população. Entretanto, na prática, a máquina administrativa rompe a tese de Hobbes, haja vista a escassez de investimentos voltados, principalmente, para a criação de políticas públicas que atue no combate as propagandas digitais enganosas, como vendas de produtos, para vítimas sem conhecimento do assunto em questão. Como efeito, enquanto persistir a omissão governamental, o uso errôneo do marketing digital continuará a crescer no Brasil.
Ademais, é válido pontuar que a maldade humana potencializa essa conjuntura. A esse respeito, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito conhecido como Banalidade do Mal, segundo o qual as atitudes cruéis fazem parte do cotidiano moderno, tornando as relações sociais cada vez mais caóticas. Nesse sentido, constata- se que as frequentes propagandas enganosas são resultados do individualismo enraizado na sociedade, visto que ações, como vender produtos com falsa procedência, mostra a ganância dos protagonistas na busca incessante por dinheiro. Logo, o embate vai de encontro ao pensamento de Arentd.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para reverter o avanço do ímpasse na nação brasileira. Dessa forma, o Governo Federal, deve criar políticas públicas, como programas de fiscalização midiática, por meio de investimentos oriundos dos impostos públicos, a fim de garantir a segurança na mídia. Além disso, urge que a escola, aliada à família, oriente e eduque os alunos, desde a infância, por intermédio de atividades extracurriculares, com o objetivo de moldar a postura humana. Dessa maneira, o preceito iluminista estará presente no Brasil.