Medidas para o enfrentamento de propagandas enganosas no Brasil
Enviada em 22/10/2024
Conforme o escritor Gilberto Dimenstein diz, em sua obra “O cidadão de papel”, que os direitos e deveres presentes na Constituição Federal não são colocados em prática plenamente, desse modo, permanecem inertes. Analogamente, as propagandas enganosas, que induzem o consumidor ao erro por meio de informações falsas ou omissas, representam um problema grave no Brasil, impactando na confiança nas relações de consumo. Logo, torna-se urgente debater as medidas necessárias para o enfrentamento dessa problemática, que exige a atuação do sistema educacional e midiático para uma melhor formação.
Mormente, é imprescindível destacar o papel da educação na formação de consumidores mais críticos e conscientes. Diante disso, cabe mencionar o educador Paulo Freire, defendeu que a educação deveria libertar os indivíduos por meio do pensamento crítico, possibilitando a tomada de decisões informadas. Nesse sentido, a inclusão de conteúdos sobre direitos do consumidor nas escolas é essencial para que as novas gerações compreendam os mecanismos da publicidade e possam identificar práticas enganosas. Destarte, a falta de uma educação torna o consumidor mais vulnerável, permitindo prosperação do golpe.
Ademais, a conscientização por parte da mídia também é crucial. Sob essa ótica, com o avanço da internet, as propagandas enganosas migraram para o ambiente virtual, onde muitas vezes são disseminadas rapidamente e sem controle. Dessa maneira, o sociólogo Pierre Bourdieu, afirma que a mídia tem o poder de moldar a percepção da realidade, o que reforça a necessidade de sua responsabilidade em garantir que anúncios e propagandas estejam de acordo com os princípios de veracidade e ética. Dessarte, é perceptível a necessidade de notificar as pessoas sobre a trama e como se prevenir, evitando a sociedade de ser fraudada.
Em suma, o Ministério da Educação deve implementar programas de educação midiática e financeira, bem como campanhas de conscientização sobre publicidade enganosa, com intuito de contribuir para a criação de uma sociedade mais consciente e reflexiva, formando cidadãos críticos, Por conseguinte, Ministério da comunicação precisa informar melhor a sociedade sobre a problemática, por meio de jornais, para prevenção de fraude. Assim, a fala de Dimenstein será contestada.