Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 17/02/2023
A questão da medicância é um problema muito expressivo no Brasil. A gravidade do quadro é evidenciado pela quantidade de pessoas que não tem onde morar. Assim, é preciso analisar essa questão e desenvolver estratégias concretas para atenuar os seus impactos.
De acordo com o filósofo contratualista inglês John Locke afirma que é dever do estado garantir o bem-estar coletivo. Todavia, essa idéia de Locke está bem longe da realidade brasileira quando se observa o elevado índice de indivíduos que vivem nas ruas. Isso ocorre devido ao sucateamento de programas sociais como Minha casa Minha vida que, apesar de serem voltados exclusivamente para sanar a falta de residências aos cidadãos que tem pouco poder aquisitivo para comprar, tem poucos invenstimentos públicos e não conseguem atender a demanda da sociedade que necessita de moradia digna e, consequentemente, é obrigada a viver nas ruas. Dessa maneira, é imprescindível a adoção de medidas que visem contornar essas adversidades.
Outrossim, é crucial ressaltar que a invisibilade que os moradores de rua sofrem é motivada pela falta de empatia. Segundo o psiquiatra Augusto Cury, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, é ver a vida com os olhos do outro.
Infere-se, portanto, que são necessárias ações para valorizar os indivíduos que moram nas ruas. O governo federal, por meio de verbas públicas, deve investir em construções de uma maior quantidade de casas acessíveis aos menos favorecidos da sociedade. Ademais, a mídia, por intermédio de novelas e seriados, incentive a sociedade a desenvolver espiríto de compaixão e solidariedade com aqueles que estão a mercê das dificuldades das ruas, com intuito de construir uma coletividade pautada em respeito, amor e empatia. Tais ações irão conseguir construir uma sociedade justa, igulitária e com equidade para todos.