Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 18/02/2023
A obra “Utopia” de Thomas Morus evidencia uma sociedade caracterizada por um contexto sociopolítico e cultural desprovido de mazelas sociais. Trata-se de um aspecto utópico que dificilmente será atingido pelo Brasil à medida que a situação dos moradores de rua se agrava. Nesse cenário, pode-se perceber que o problema acerca da mendicância se origina tanto da negligência estatal quanto na falta de empatia pela sociedade.
À princípio, sabe-se que o estado detêm imensa responsabilidade a respeito da parcela da população que se encontra em situação de rua. Desse modo, é de fácil percepção a falta de políticas públicas direcionadas a esse grupo, os quais, além de serem negligenciados pelo estado, sofrem com a invisibilidade pela qual são submetidos. Como já dizia o filósofo e sociólogo Thomas Hobbes, é dever do estado garantir os direitos dos seus cidadãos e proporcionar qualidade de vida. Portanto, levando em consideração o à proporção da mendicância no Brasil, é clara a falha do estado quanto à situação enfrentada, sendo assim uma de suas causas o descaso e a negligencia do governo para com essa comunidade.
Além disso, nota-se que existe uma grande demonização desses moradores de rua por parte de uma sociedade elitizada, motivado por um pensamento meritocrático e preconceituoso. Nesse contexto, constata-se que a questão da mendicância também se agrava, não somente quando o estado negligencia, mas também quando a sociedade discrimina ao passo que defende a ideia de que estar em situação de rua é uma escolha ou uma consequência para a falta de esforço e de trabalho. Segundo o filósofo francês Voltaire, preconceito é uma opnião sem conhecimento e perspectiva. Logo, revela-se que a falta de solidariedade pela população se enquadra como uma das causas da mendicância.
Destarte, conclui-se que tanto o estado quanto a sociedade têm papéis a cumprir acerca dessa problemática. Denota-se que o Ministério da Cidadania deve criar políticas públicas e sociais a partir do direcionamento de verbas, prestando auxílios a fim de atenuar essa condição. De modo que o Brasil se torne uma nação próxima à utopia de Thomas Morus.