Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 21/02/2023

“Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.” A frase do sociólogo Émile Durkheim, faz analogia à falta de solidariedade com o próximo, que consequentemente levanta o questionamento sobre o número crescente de mendigos e o papel do estado e dos cidadãos para reverter esse cenário. Nesse sentido, é preciso um aprofundamento sobre a realidade da população e suas carências e discutir sobre a falta do exercício solidário da população que infelizmente descreve o morador de rua como cidadão invisível.

Primeiramente, é preciso destacar a causa do número crescente de moradores de rua, e o papel do estado nesse cenário. Uma vez que segundo o artigo quinto da Constituição Federal, é obrigação do estado garantir uma vida digna para seus cidadãos, porém se essa situação perpétua, fica evidente que esse cenário não se aplica na prática. Isso ocorre, pois há uma falta de investimento na população mais carente que não possui meios para ter uma vida melhor, aceso à educação, emprego, saúde e moradia, são direitos básicos para todos. No entanto, embora o Brasil seja a vigésima maior economia mundial (segundo a FMI-2020), fica claro que não há falta de recursos e sim disposição dos governantes.

Ademais, uma característica lamentável da população brasileira tem sido ser alheio aos problemas dos outros, ou seja, a falta de solidadriedade e empatia com o próximo. Uma vez, que moradores de ruas são ditos como invisíveis para a grande massa. Isso ocorre, muitas vezes, como reflexo da vida agitada das cidades e da crescente desigualdade enfrentada por grande parte dos brasileiros. Esse cenário é estrondoso, uma vez que mais de 33 milhões de brasileiros se encontram desabrigados. Logo medidas são necessárias para reverter esse quadro.

Portanto, medidas são necessárias para mudar esse cenário. Para isso, é preciso que o Governo Federal crie uma proposta de ampliação da verba anual destinada para projetos sociais e para a divulgação do dia internacional da solidariedade humana (20/12). Tal proposta deve ser aceita pelos deputados e senadores, pois são membros do Congresso Nacional, ou seja, são responsáveis pela alteração da lei orçamentaria anual. Desse modo, o grande produto da sociedade será a solidariedade e o repeito mútuo.