Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 26/02/2023
Na grandiosa obra “O cidadão de papel”, o escritor brasileiro Gilberto Demenstein relata que, apesar de o país apresentar importantes conjunturas de leis, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Diante disso, a conjunção dessa análise inclui-se no Brasil atual, haja vista que, apesar de ser um direito garantido, o dever do estado não se encontra concretizado. Esse cenário fatídico ocorre não só em circunstância da falta de oportunidades, mas também devido à falta de investimentos nas educações estruturais.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que a ausência de ensejos no Brasil vem gerando desemprego em massa. Segundo a senadora Lúcia Vânia, um país onde tem grandes areas de demissões, não se deve castigar alguém por mendicância. Para Durkeim, a função do estado é garantir e gerenciar as questões da coletividade e bem-estar, assim, mostra-se o quanto deve-se considerar a relação entre solidariedade e cidadania.
Ademais, é competente ressaltar a falta de investimentos na área da educação como um provedor do problema. Partindo desse pressuposto, a escassez de aplicação educacional gera o adoecimento dos profissionais de educação, uma vez que as profissões não são valorizadas corretamente, acarretando cada vez mais exonerações. Tudo isso retarda a resolução do obstáculo, já que os investimentos educacionais contribui para a perpetuação desse quadro.
Portanto, é mister que o Ministério tome prudência para amenizar o quadro atual. Para a relação da solidariedade e cidadania, urge que, a gestão governamental crie por meio de propagandas e fundos de investimentos, um aplicativo que promova a relação de amparo e o acolhimento dessas pessoas. O programa vai ajudar por meio de fundos a investir mais na conscientização dos brasileiros e no processo de respeito a diversos grupos necessitados. Somente assim, com a junção de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.