Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 11/03/2023

Consoante o filósofo suíço Rousseau,o Estado,por meio de um contrato social ,deveria garantir o bem-estar e a igualdade de direitos a todos os cidadãos.No entanto,contrapondo-se a essa teoria,constata-se a persistência da mendicância na sociedade e a invisibilidade destes indivíduos.Nesse viés,cabe debater as causas para tal situação e a necessidade de ação conjunta para modificá-la.

Em primeira análise,é válido destacar as causas para a existência de indivíduos em situação de rua.Problemas familiares,desemprego e até mesmo o vício em drogas compactuam para que as pessoas tornem-se vulneráveis,fiquem sem escolha a não ser as ruas e,por consequência da falta de ação estatal e social,sejam transformados em excluídos sociais presos a degradação.Essa realidade vai em consonância ao livro “É assim que acaba” no qual Atlas,personagem principal da trama, é expulso de casa pela mãe e passa a ficar à margem da sociedade,apenas com ajuda de Lily,desconhecida que viu sua necessidade de ajuda,consegue sair da situação,como se vê na realidade.

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman na sua obra “modernidade líquida,por conta do individualismo da pós-modernidade,parcela da população é incapaz de reconhecer que uma postura resignada diante da problemática é um entrave pra sua resolução.Assim,percebe-se que enquanto a sociedade e o Estado não reconhecerem a necessidade de políticas e ações concretas para melhorar a qualidade de vida das pessoas em situação de rua o problema continuará a existir.

Conclui-se que a mendicância é dever do estado e da sociedade.Destarte,o Governo Federal com os Governos Estadual e Municipal deve criar espaços de atendimentos nas diversas cidades onde essas pessoas possam tirar documentos,se alimentar e dormir,a fim de inseri-las na sociedade.Além disso a sociedade deve contribuir com doações de itens necessários para que eles se sintam acolhidos e vivam com dignidade.