Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 16/03/2023
Hoje, no Brasil, são milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, e muitos deles vivendo em situação de rua, que vêem na medicância a única forma de conseguir alimento. Por muitas vezes, essas pessoas são tratadas como crimi-nosas e indesejáveis pelo restante da população, bem como, pelo governo. No en-tanto, o problema é gerado pela ineficácia deste último, que não conscientiza a so-ciedade acerca da situação dos mais carentes, assim como, não toma medidas efi-cazes contra a má distribuição de renda gerada pelo desemprego estrutural.
Antes de mais nada, salienta-se, a falta governamental acerca da conscientização do público sobre os problemas enfrentados por aqueles mais carentes. Como re-sultado, têm-se uma disparidade social e torna a população carente invisível, e con-sequentemente, excluída da sociedade. Com efeito, essa situação favorece que os mendicantes sejam vistos com desprezo, e como incômodos. A exemplo, pode-se citar caso recente em Brasília, no qual, moradores de uma quadra, acharam por bem realizar uma reunião de residentes para discutir, segundo eles, o processo de retirada da “invasão de moradores de rua”. Quando procurados, nenhum dos en-volvidos quis tomar a a responsabilidade para si, ou seja, eles apenas olharam para as pessoas em situação de rua como um incômodo a ser retirado.
Além disso, é de referir, que o governo, não prepara a população para os novos modelos de trabalho pós 3ª revolução industrial, isto é, não especializa mão de o-bra através da educação, por conseguinte, há aumento da desigualdade entre os que tem maior e menor renda, respectivamente, já que só os primeiros conseguem se especializar. Atualmente, só é empregado aqueles que possuem alto grau de es-pecialização, os trabalhos manuais foram substituídos por maquinário. A conse-quência direta é a incapacidade de auto sustento e muitas pessoas na rua depen-dendo da ajuda de outros que muitas vezes fingem que o problema não existe.
Sendo assim, é dever do estado intervir diretamente para mudar esta realidade. O governo, através das secretarias de educação e de emprego e renda deve especi-alizar o máximo de pessoas, implementando cursos nos moldes do Pronatec. As-sim, a população terá chances mais igualitárias e o Brasil pode ir rumo a ser um pa-ís menos desigual.