Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 23/03/2023

Para muitos, a mendicância é uma palavra pertencente à classe gramatical do substantivo feminino usada apenas em textos e discursos. Porém, para outros não. Traduzida do latim (“mendicantia”), ela é uma ação de mendigar, ou seja, implorar a outros favores, sendo, na maioria das vezes, por dinheiro. E, por mais que seja ruim, permanece em grande crescente nos últimos anos, principalmente no Brasil.

Contrário ao senso comum - em que se pensa que a única razão de uma pessoa morar na rua é o vício em drogas -, há diferentes motivos para tal. Existem casos nos quais a pessoa sofre violência doméstica, outros são expulsos de suas casas, outros sofrem golpes e perdem tudo e outros já nascem nessa situação. Além disso, motivos, como alcoolismo, ausência de vínculos familiares e doença mental podem fazer com que uma pessoa se encontre em situação de rua.

A consequência disso é o aumento da violência urbana. Há, também, a ampliação da superlotação em centros urbanos, como mostra a pesquisa do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua de Minas Gerais realizada entre dezembro de 2021 e maio do ano passado, em que houve um crescimento de 16% da população brasileira em situação de rua, sendo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília as líderes do ranking.

Portanto, é dever tanto do Estado quanto da sociedade contribuírem para a solução desse problema. O Estado deverá investir mais em programas como “Minha casa, minha vida” e realizar palestras em institutos de ensino - do fundamental à graduação - com o objetivo de educar as pessoas. Ainda, precisará realizar projetos a fim de inseri-las tanto no mercado de trabalho quanto no meio escolar e realizar campanhas de combate à fome. Com relação à sociedade, se organizará em grupos de caridade, como já vem acontecendo, para a doação de cestas básicas e vestimentas.