Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 14/03/2023
Na Grécia antiga, com a expansão territorial houve a conceitualidade da aristocracia, seguido da intensificação do números de escravos. Nesse viés, a divisão social advém do crescimento populacional, visto que a inadimplência dos setores governamentais, quando associados, dificultam a conjuntura global. Assim, a mendicância deve ser analisada no cenário familiar, bem como o desequilíbrio administrativo do aspecto político e econômico.
Nesse sentido, é viável pontuar a permeabilidade das relações afetivas, acerca do problema descrito. O filósofo, Zygmund Bauman, aborda a “Modernidade Líquida”, pensamento que pode ser associado as relações humanas atuais, como a fluidez dos sentimentos, interfere na acumulação do individualismo. Sob essa perspectiva, a viscosidade do meio familiar, sendo conexões conturbadas , projeta na essência humana, atitudes de abandono, o que muitas vezes encaminha para destinos conceitualizados, como incorretos. Assim, nota-se o quanto a esfera afetiva, influência o desenvolver da problemática inserida.
Outrossim, salienta-se a ausência da solidariedade das forças governamentais, mediante a não garantia de recursos básicos. O poeta estadunidense, Henry Wadsworth, expõe que enquanto uns trabalham excessivamente, outros se fortalecem, esses “poderosos” limitam os “fracos” à própria sobrevivência. Desse modo, alguns indivíduos negligenciam a exclusão social, tentam mascarar a realidade, a qual é submissa ao ciclo dos mesmo. Logo, a mendicância vai além do âmbito social e econômico, estando atrelada aos requisitos internos e externos da nação.
Portanto, evidencia-se a presença das autoridade governamentais, diante da elaboração de projetos que visem a garantia dos recursos essenciais, a exemplo do aumento de cestas básicas, além de realizar campanhas informativas de cunho igualitário, através da mídia, acerca da redução do preconceito, para com pessoas que vivem nas ruas ou que estão inseridas nesse mesmo contexto. Com essas propostas, a “Modernidade Líquida” será apenas um pensamento do passado, sendo lapidado pela democracia.