Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 19/03/2023
Hoje, no Brasil, são milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, e muitos deles vivendo em situação de rua, que vêem na mendicância a única forma de conseguir alimento. Por muitas vezes, essas pessoas são tratadas como crimi-nosas e indesejáveis pelo restante da população, bem como, pelo governo. No en-tanto, o problema é gerado pela ineficácia deste último, que não conscientiza a so-ciedade acerca da situação dos mais carentes, assim como, não toma medidas efi-cazes contra má distribuição de renda gerada pelo desemprego estrutural.
Antes de mais nada, salienta-se a falta governamental acerca da conscientização do público sobre os problemas enfrentados por aqueles mais necessitados. Como resultado, têm-se uma disparidade social que torna estes cidadãos invisíveis, e con-sequentemente, excluídos da sociedade. Com efeito, essa situação favorece que os mendicantes sejam vistos com desprezo e como incômodos. A exemplo disso, é de referir, caso recente em Brasília, no qual, moradores de uma quadra acharam por bem realizar uma reunião de residentes para discutir o processo de retirada da in-vasão de pedintes. Por outras palavras, os moradores da referida quadra olharam para a situação como um incômodo a ser retirado e o governo local não se mani-festou em favor dos necessitados, pelo contrário, ajudou nas ações de evacuação.
Além disso, é de salientar, que o governo, não prepara a população para os no-vos modelos de trabalho pós 3ª revolução industrial, isto é, não especializa mão de obra, por conseguinte, há aumento na desigualdade entre os que têm maior e me-nor renda, respectivamente, já que só os primeiros conseguem se especializar. Atu-almente, só são empregados aqueles que possuem alto grau de instrução, já que, com o advento da 3ª revolução industrial, os trabalhos manuais foram substituídos por maquinário e só pessoas especializadas conseguem manejar os equipamentos.
Como resultado deste cenário, têm-se como consequência direta a incapacidade de auto sustento de muitas pessoas. Sendo assim, é dever do estado intervir atra-vés das secretarias de educação e de emprego e renda, especializando o máximo de pessoas por meio da implementação de cursos profissionalizantes. Assim, a po-pulação terá chances mais igualitárias e o Brasil será um país mais justo, no qual, a sociedade é capaz de se auto sustentar.