Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 26/03/2023
Sob a perspectiva filosófica de Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. A ideia do filosofo, todavia, perdura longínqua quando se observa o quadro da nação verde-amarela, uma vez que, a sociedade tem deixado de lado a educação de moradores de rua, isso representa um revés de consideráveis proporções. Logo, urge analisar as principais causas dessa adversidade: a falta de investimento estatal na educação e a escarces de inclusão social igualitária.
Observa-se, diante dessa conjuntura, que a negligencia do estado agrava o impasse. Acerca disso, consoante ao renomado filosofo prussiano Immanuel Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Em contrassenso ao pensamento do estudioso, ocorre no país um grande descaso com a população, onde vem causando aumento no índice de pessoas moradoras de rua, o que, por conseguinte, gera dificuldade em colocar em pratica a educação básica para estas pessoas. Assim, enquanto esse abandono permanecer vigente, difícil será a resolução dessa ponderosa questão.
Outrossim, é preciso analisar a falta de inclusão social e o seu efeito. Nesse sentido, para o escritor brasileiro Ariano Suassuna, existe uma injustiça secular capaz de dividir o Brasil em dois países distintos: o dos privilegiados e o dos despossuídos. O país tupiniquim, contudo, vai de encontro a esse pensamento, dado que o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Consequente-mente, nota-se a necessidade de construir uma país livre, justo e solidário.
Faz-se necessário, pois, superar a gêneses da mendicância. cabe, portanto, ao Ministério da Cidadania, órgão responsável pela inclusão social e produtiva nos âmbitos rural e urbano, por meio de ações governamentais, criar não somente projetos voltado a educação nas ruas, mas também, disponibilizar verbas orçamentarias para fundações com o intuito de abolir a desigualdade social no país, e assim combater efetivamente o problema. Destarte, os desafios atrelados a mendicância serão mitigados, e o pensamento de Nelson Mandela poderá ser consumado na ação.