Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 10/04/2023

O artigo 3 da Constituição Federal de 1988 estabeleceu a construção de uma sociedade livre, justa e solitária. Entretanto, na realidade, isso não é vivenciado pela população, pois persiste a existência de pessoas em situação de extrema pobreza e tendo que viver em mendicância sob a sociedade. Diante disso, é importante abordar os pontos contribuintes para essa problemática, como a negligência governamental, e o egoísmo interpessoais.

Sob essa análise, é notório a ineficácia do governo no que tange a condições de seres que vivem em estado de miséria. Isso ocorre porque o governo não transmite os direitos básicos da população de forma igualitária e com eficiência, persistindo a concentração de renda com pequena parte da sociedade. Nesse sentido, grande parte da população não é assistenciada com seus devidos recursos que lhe façam sair da situação de mendicância. Nesse contexto, conforme o filósofo político Rousseau, o Estado, fonte das leis, é responsável por conservar o bem-estar da população, com base no que é justo. No entanto, isso é negligenciado no Brasil, devido a permanência de parte da sociedade vivendo em estado de mendigo. Urge-se, assim, mecanismos que atenuem essa situação.

Ademais, o egoísmo é um fator que fomenta a pobreza no país. Posto isso, a falta de solidariedade é comum entre a população, já que tratam os desvalidos com indiferença e sem generosidade, tornando-se excluídos. Nessa perspectiva, no conceito de “modernidade líquida” elaborado pelo Zygmunt Bauman, as pessoas não mantém laço por muito tempo, isso remete ao individualismo. Dessa forma, os indivíduos só pensam em si, deixando a margem outra parte da sociedade como invisíveis. Assim, é nítido a necessidade de medidas que atenuem isso.

Portanto, é fundamental a adoção de estratégias que solucionem a mendicância na sociedade. Dessarte, cabe ao governo, transmitir o bem-estar da população, por meio de políticas de recursos e inclusão, para que as pessoas não precisem pedir esmolas para sobreviver. Além disso, a família, responsável por influenciar o comportamento dos filhos no meio social, deve promover a solidariedade entre eles, por intermédio de conversas e uma educação eficiente desde pequenos, a fim de existir uma população com mais afeto um pelo outro.