Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 09/04/2023
No livro “O Cidadão de Papel”, de autoria do jornalista Gilberto Dimenstein, a denúncia da ineficácia de diversos mecanismos legais é feita, evidenciando uma cidadania aparente - metáfora utilizada pelo autor. Nesse sentido, pode-se relacionar tal premissa que ocorre no Brasil, como, a mendicância. Isso é causado pelo silenciamento da mídia e pelo ritmo de vida acelerado, fatos que perpetuam esse problema.
Em primeira análise, conforme o filósofo Peirre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, ao invés de promover debates que elevem o nível de informção da população acerca da mendicância, infelizmente influencia no silenciamento midiático, já que - em redes sociais, programas de TV não há debates para os indivíuos. Consequentemente, muitas pessoas vivem em situações degradantes, por exemplo, moradores de rua que não possuem uma renda miníma para ter uma vida digna e adequada, além de, uma grande parte dos mesmos serem usuários de drogas, o que pode ocasionar a mendigância no Brasil.
Em segunda análise, de acordo com a jornalista Eliane Brum, no texto “exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dia; 7 dias por semana”. Com isso, verifica-se que a população, por estar nesse ritmo de vida acelerado, não dá a devida importância a mendicância, já que não tem tempo para pensar em simples ações de solidariedade a fim de ajudar as pessoas que vivem em situações preocupantes diariamente. Esse problema faz com que as pessoas deixem de ter empatia com o próximo, gerando um grande impacto social na sociedade brasileira.
Portanto, cabe ao Estado investir uma maior parte do PIB para o incentivo a ações de solidariedade ao próximo. Isso deve ser feito por meio de palestras educativas em escolas e universidades. Tal ação tem a finalidade de remediar não somente o silenciamento da mídia, mas também o ritmo de vida acelerado, o que irá, finalmente contrapor a cidadania aparente, denunciada por Gilberto Dimenstein.