Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 21/06/2023

A mendicância é uma realidade triste e complexa que assola muitas sociedades ao redor do mundo. Pessoas em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade encontram na rua a única alternativa para sobreviver. Assim, mostra-se relevante pensar se é apenas dever do estado ou uma questão de soliedaridade coletiva lidar com a mendicância, uma vez que a falta de políticas publicas de acolhimento e a falta de politicas de resocialização sociais, configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

De início, é notório destacar a falta de políticas públicas de acolhimento as pessoas que se encontram em situação de rua, ja que o que observamos, na verdade, são políticas que tentam “empurrar essa população para de baixo do tapete”. Exemplificando podemos citar a situação ocorrida em 2017, onde uma empresa foi contratada pela prefeitura de São Paulo para jogar jatos de água durante a noite em moradores de rua, na tentativa de expulsalos. Temos também a negligencia por parte do estado com moradores que possuem algum tipo de vicío, onde a falta de apoio e facilidade a clinicas de auxilio a usuários, acabam por fazer com que os moradores que ja fazem o uso de intorpecentes se afundem ainda mais nisso.

Ademais, cabe ressaltar a falta de políticas de ressocialização as pessoas em situação de rua. Esse contexto envolve o fato de que muitas tentam voltar ao convivio social, porém, como muitas vezes acabam por possuir algum vicio ou baixo ou nenhum nível de escolaridade, são jogados novamente a situações de vulnerabilidade social, o que acarreta ao retorno às ruas. Exemplificando podemos citar o jovem Alessandro que aparece no documentario Invisíveis: Moradores de Rua, que mesmo tentando ingressar no mercado de trabalho era impedido por seu historico familiar e baixa escolaridade.

Com o objetivo de minimizar essas situações é dever do Estado ampliar e criar mais políticas publicas voltadas ao amparo de pessoas em situação de rua e investir em políticas que possam integrá-los ao mercado de trabalho na medida em que são ressocializados, buscando cada vez mais afastá-los de seus vicios e ajudalos a ingressar de forma tranquila ao convívio social.