Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?
Enviada em 08/07/2023
A chacina da Candelária, foi uma chacina que ocorreu na noite de 23 de julho de 1993, localizada no centro da cidade do RJ, (Rio de Janeiro). Neste crime, oito jovens moradores de rua que dormiam em frente à igreja foram assassinados à queima-roupa por atiradores. Nesse sentido, tal panorama promoveu a atenção da sociedade que respondeu com diversos protestos a favor dos direitos humanos. Em contrapartida, nota-se que essa realidade impôs novos desafios para as sociedades contemporâneas, como o requerimento de atitudes do estado sobre a mendicância no Brasil. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: a situação do estado em favor dos direitos humanos e as pessoas pobres, e os impactos que causam na sociedade à mendicidade.
A princípio, a Carta das Nações unidas, evidência que é dever do governo garantir o respeito aos diretos básicos e a promoção do desenvolvimento social. Entretanto, não tem funcionado dessa maneira, o aumento do desemprego, as grandes inflações e a dificuldade do acesso ao ensino básico para a sociedade, tem sido fatores alarmantes que apresentam um quadro de aumento na quantidade de moradores de ruas. Segundo o G1, (portal de notícias da rede globo) 7.865 pessoas vivem essa realidade no RJ. O número é 8,2% maior do que na última contagem, feita em 2020, a maioria preta ou parda e com baixa escolaridade.
Ademais, o impacto torna-se ainda maior nas crianças que não possuem educação básica. É evidente que, o ensino precário para as crianças que o carecem, além de afetar diretamente o desenvolvimento do país, causam consequências como: trabalho infantil, venda de produtos malabares nos faróis, pela infrequência ou exclusão escolar, condenando-os à reprodução do ciclo da pobreza. Por isso, de acordo com Paulo Freire, “não se pode falar em educação sem amar”.
Diante do exposto, é indiscutível que se precisa de uma resolução para a problemática. Portanto, a ONU (Organização das Nações Unidas), juntamente com o governantes, precisam montar ONGS e órgãos voluntários para abrigar essas pessoas e dar a necessária condição de sobreviverem. Assim, podem acrescentar essas pessoas nos espaços públicos para acatarem o vosso carecimento, para um melhor desenvolvimento populacional.