Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 23/10/2023

Na obra “O capital”, Karl Marx debate sobre como o desenvolvimento do capitalismo, ideologia que busca o acúmulo de riqueza, que prejudica os mais carentes por não terem condições de acompanhar ou obterem nenhum lucro dessa “corrida”. Mesmo na contemporaneidade, essas drásticas consequências ainda são contempladas, tendo em vista como milhares de pessoas sobrevivem em condições periferizadas nas ruas. Desse modo, por causa da inércia governamental, milhares de cidadãos sofrem pela perduração da problemática.

Primariamente, cabe apontar que, mesmo sendo direito universal previsto na Constituição Federal de cada país, o direito a uma vida digna não é para todos, tendo em vista q muitos brasileiros, por exemplo, vivem abaixo da linha da pobreza, segundo dados do IBGE. Assim, de forma congruente ao dito pelo filósofo marxista, muitas pessoas se veem na obrigação de pedir favores para outros cidadãos pela falta de incentivos do Estado que, por ser a figura representativa da sociedade, deveria buscar meios, com auxílio de sociólogos, geógrafos e economistas, para a melhor distribuição de ajuda por todo o território mundial, visando minimizar áreas de aglomeração de sem-teto, assegurando-lhes seus direitos.

Outrossim, por tal ineficiência do governo mediante o obstáculo, cabe a população ajudar a manter pessoas em condições de rua. Nas redes sociais, Lanna Hellen posta a sua rotina em fazer refeições para mendigos da sua cidade, sendo aclamada pelos seus espectadores. Entretanto, mesmo com a solidariedade prestada pela a população, é imprescindível que o Estado trate o problema com sua devida relevância.

Urge, portanto, ações que minimizem o entrave na sociedade hodierna. A começar pelo Brasil, país que 24% da população vive em condições de obreza, o Ministério das Comunicações deve promover campanhas, juntamente ao poder público, que dispersem ações socias, como o apoio psicológico, médico e cabeleireiros, em todas as áreas localizadas e estudadas por especialistas, com a finalidade de abranger e ligar pessoas que são prejudicadas, segregadas e periferizadas todos os dias. Dessa forma, as consequências do capitalismo serão minimizadas