Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 01/11/2023

Na época em que a família real portuguesa veio para o Brasil, foi colocado em diversas moradias placas com a sigla ‘‘PR’’ (Propriedade real), em que forçava os residentes a sair de suas casas, fato que deixou várias famílias desabrigadas. Diante isso, é notório um problema emergente no Brasil, marcado pelo aumento da mendicância, o que é influenciado pela intolerância humana e inércia governamental.

Sobre esse viés, em primeira análise, vale ressaltar a falta de empatia do homem com os desabrigados. De acordo com o dramaturgo Carlo Goldoni, ‘‘Os homens sempre foram e sempre serão mais constantes no ódio do que no amor’’. Análogo a isso, nota-se que os moradores de rua são ignorados pela população brasileira, em que as pessoas não se colocam no lugar do próximo e acabam esquecendo do crescente aumento da mendicância no país, fator que torna os desabrigados cada vez mais a margem da sociedade. Logo, a falta de soliedariedade tende a diminuir.

Ademais, convém compreender a inércia do governo acerca da problemática. Acerca disso, o filósofo Thomas Hobbes em seu livro, ‘‘Leviatã’’ defende a incumbência do Estado em proporcionar meios para o proogresso coletivo. Paralelamente, é perceptível que o governo não toma medidas certeiras para diminuir a quantidade de moradores de rua no Brasil, fazendo com que o progresso social não seja alcançado efetivamente. Portanto, a situação dos desabrigados piora.

Diante desses problemas, é mister que seja tomado providências para acabar com o aumento da mendicância no Brasil. Dessa forma, urge que, por meio de verbas estatais e com o auxílio do Ministério das Comunicações, órgão responsável por propagar informações nos meios comunicativos, crie campanhas nas mídias para conscientizar as pessoas sobre a soliedariedade com os desabrigados. Outrossim, o governo deve promover políticas públicas, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida para os moradores de rua. Somente assim, será possível um país melhor e mais igualitário, pois a moradia é direito de todos.