Mendicância: dever do estado ou questão de solidariedade?

Enviada em 30/08/2024

Mendicância: responsabilidade compartilhada

No Brasil, a mendicância é uma realidade que expõe a vulnerabilidade social e a falta de políticas públicas eficazes. A discussão sobre se a responsabilidade pela mendicância deve recair apenas sobre o Estado ou ser compartilhada com a sociedade é essencial. O filósofo John Stuart Mill afirmou que “o único propósito para o qual o poder pode ser exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada é prevenir danos a outros”, destacando a importância do papel estatal na proteção dos mais vulneráveis.

O Estado, ao garantir direitos básicos como educação, saúde e moradia, deve combater a pobreza que leva à mendicância. No entanto, em um país com milhões de desempregados, conforme citado pela senadora Lúcia Vânia, punir quem mendiga sem oferecer alternativas viáveis seria injusto. O Estado, portanto, tem o dever de implementar políticas públicas inclusivas que promovam a reinserção social dessas pessoas, evitando a perpetuação da exclusão social.

Por outro lado, a solidariedade também é fundamental para enfrentar a mendicância. A ONU reconhece a solidariedade como um valor essencial nas relações internacionais, especialmente em tempos de crescente desigualdade social. Ações de solidariedade, como doações e voluntariado, são formas de combater a pobreza de forma imediata, enquanto se pressiona o governo para soluções de longo prazo. Como afirmou Mahatma Gandhi, “a melhor maneira de encontrar a si mesmo é se perder no serviço aos outros”, destacando o impacto positivo da solidariedade no combate à mendicância.

Para resolver esse problema, é essencial que o governo, em parceria com ONGs e a sociedade civil, desenvolva programas de reintegração social para pessoas em situação de rua. Essas iniciativas devem incluir a oferta de capacitação profissional, apoio psicológico e acesso a serviços básicos. A ação deve ser conduzida por agentes especializados e realizada de forma contínua, visando à redução da mendicância e à promoção da dignidade humana. Dessa forma, será possível construir uma sociedade mais justa e inclusiva, onde o combate à pobreza seja uma responsabilidade compartilhada.