Métodos terapêuticos experimentais: Uma saída para doenças ou um comportamento temerário?

Enviada em 12/10/2019

O filme “Capitão América: O Primeiro Vingador” retrata a vida do jovem Steve Rogers, o qual após passar por um experimento que visava provir soldados imbatíveis, se torna extremamente resistente, ágil e veloz. Imediatamente constata-se que, contrário a ficção, a medicina moderna baseada na ciência experimental não gera seres com capacidades sobre-humanas, porém são notáveis os inúmeros casos de sucesso na aplicação de recursos terapêuticos experimentais. Nesta perspectiva, avaliar as causas e efeitos acerca de procedimentos medicativos ainda em processo experimental é imprescindível para a efetiva conscientização e resolução do contratempo.

Historicamente, são ilustrados incontáveis cenários em que um método terapêutico foi experimental por certo período. Sob essa ótica, a penicilina - um dos antibióticos primordiais da atualidade - demorou cerca de 12 anos para ser testada em um ser humano. Ademais, entre os métodos experimentais em maior ocorrência no Brasil, de acordo com um artigo do Portal PebMed, está o uso do canabidiol, uma das substâncias químicas extraída da cannabis sativa, o qual vem sendo cada vez mais utilizado diante do seu potencial no tratamento de doenças neurológicas graves, consequentemente, é perceptível a importância da ciência experimental para doenças, as quais, o tratamento até então é inexistente.

Analogamente, o filósofo John Locke que defendia a doutrina empirista, segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência, definiu em seu livro “Ensaio Acerca do Entendimento Humano” que a mente humana é semelhante a uma tábua rasa que apenas pode ser preenchida através da experiência. Dessa forma, os inúmeros setores da ciência medicinal tendem a evoluir a partir da experimentação de novas técnicas de procedimentos e medicamentos, criando e inovando a medicina moderna e desmistificando a ciência experimental, visto que, a mesma é essencial para o progresso e sobrevivência da raça humana.

É fundamental, portanto, que os impasses advindos acerca da metodologia científica experimental, sejam admitidos e combatidos. Diante disso, as escolas devem fazer uma abordagem mais aprofundada sobre o assunto, os impactos do desenvolvimento de pesquisas científicas medicativas, além de abordar em palestras com pesquisadores especialistas a importância de tais na vida de inúmeras pessoas. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações devem investir em órgãos como o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), a fim de incentivar a pesquisa e inovação em todo o território nacional. Posto isso, é possível mitigar os impactos oriundos da mistificação e da natureza arriscada dos métodos científicos experimentais e tornar a sociedade contemporânea consciente diante desta problemática.