Métodos terapêuticos experimentais: Uma saída para doenças ou um comportamento temerário?

Enviada em 03/09/2021

Para Aristóteles, a ignorância é o maior de todos os males, já que aquela privada o ser do desenvolvimento através do conhecimento. Nesse sentido, a utilização dos métodos terapêuticos experimentais não pode ser sentenciada como solução mágica ou como um comportamento que deve ser temido, mas sim uma área a ser explorada de forma responsável e sem preconceitos.

Ademais, um dos expõentes de maior alvo de discusão sobre os tratamentos experimentais é a utilização de canabidiol, extrato da maconha que é uma planta de comercialização ilegal, na diminuição radical de crises epilépticas em crianças; tal medicamento tem sua utilização datada no início dos anos 90, mas seu uso só foi aprovado em 2015. Dessa maneira, o atraso na legalização do medicamento, bem como em seus estudos aprofundados, demonstra um forte preconceito tanto da área científica, quanto social que atrapalham na melhoria da qualidade de vida.

Todavia, segundo o Código de ética do estudante de Medicina, escolher tal profissão é se comprometer com a saúde da coletividade, sem preceitos de nenhuma natureza. Logo, a subjulgação das áreas experimentais representam uma infração nesse estatuto, não só por negar, de maneira indireta, auxilio aos necessitados, mas também por enquadrar as famílias que buscam os métodos, muitas vezes recorrendo a matérias primas sem fiscalização ou regulamento na produção, na ilegalidade. Dessa forma ratificando a ideia de que a pior escolha é a ignorância.

Portanto, fica evidente a necessidade da regulação, dos estudos aprofundados e da distribuíção dos tratamentos alternativos, feitos pelo Ministério da Saúde em parceria com a Anvisa, por meio de leis que garantam a qualidade e segurança dos produtos finais. Outrossim, é de extrema importância a divulgação sobre os mitos e verdades dos métodos experimentais, por meio das mídias digitais, feito pelo Ministério da Comunicação em conjunto com o Ministério da Saúde, para assim informar a população e diminuir o prejudicial preconceito.