Métodos terapêuticos experimentais: Uma saída para doenças ou um comportamento temerário?
Enviada em 30/04/2024
A citação do jornalista irlandês, George Bernard Shaw, “O progresso é impossível sem mudança” explicita a necessidade de mudança nas leis médicas, impulsio-nando terapias experimentais, para que seja possível o avanço da medicina. Desse modo, o método terapêutico experimental em humanos pode ser uma saída para doenças que ainda não possuem cura, trazendo novas chances para enfermos terminais, além de garantir um estudo focado na espécie, visto que testes em animais podem não garantir segurança comprovada para pessoas e muitos se configuram como maus tratos.
Em primeira análise, percebe-se a necessidade de terapias e estudos experimentais na vida real, assim como aqueles realizados na série “Greys Anatomy”, para tentar proporcionar aos enfermos, uma chance de melhora em seus prognósticos reservados. Assim, como o médico do drama, Derek Shepherd, que iniciou um estudo para a cura do Alzheimer, através de terapias experimentais com pessoas diagnosticadas, tal estudo, se realizado na vida real, poderia ser a única esperança para diversos pacientes que possuem a doença, e beneficiaria milhares de famílias.
Ademais, é de extrema importância que estudos e testes realizados em animais sejam reavaliados, uma vez que, muitos desses seres possuem diferentes fisiologias e metabolismos se comparados com humanos. Sendo assim, produtos e estudos realizados com animais, não só podem configurar como maus tratos, já que esses animais não tiveram “escolha” ao serem submetidos a esses testes, ignorando a ética e bem-estar animal, como podem ser descredibilizados, visto que a fisiologia veterinária e os processos que ocorrem internamente são diferentes dos humanos.
Em suma, para que o progresso da medicina humana seja possível, a Organização mundial de Saúde (OMS), órgão responsável pela saúde da população, deve contribuir com estudos e terapias experimentais, através de maiores investimentos para o desenvolvimento de pesquisas científicas, a fim de possibilitar novas chances de vida para pessoas diagnosticadas com doenças sem cura, desenvolvendo cada vez mais o país e a saúde mundial.