Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar

Enviada em 09/04/2026

Na música Everybody Dies, da cantora e compositora Billie Eilish, é retradada a melancolia presente na vida de muitos indivíduos, marcada pela dificuldade de encontrar sentido na rotina . Esse cenário dialoga com a realidade de muitos jovens adultos da atualidade, sobretudo os chamados Millenials, entre 18 e 34 anos, grupo no qual se observa um crescimento significativo nos diagnósticos de depressão e outros transtornos mentais.

Nesse contexto, a geração Y é formada por jovens nascidos entre as década de 1980 e o ínicio dos anos 2000, que cresceram em meio á expansão da tecnologia e das redes digitais. Embora esse ambiente proporcione inúmeras possibilidades, ele também impõe desafios constantes de adaptção e comparação social. Como consequência, muitos desses indivíduos desenvolvem níveis elevados de ansiedade e frustação, já que estão constantemente expostos a padrões de sucesso dificeis de alcançar, o que intensifica a pressão psicológica e o sentimento de insuficiência.

Paralelamente, esse quadro também se relaciona aos hábitos de consumo e as expectativas criadas pela sociedade contemporânea. A lógica de desejar constantemente algo novo e rapidamente perder o interesse pelo que já foi conquistado gera um ciclo de insatisfação contínua. Dessa forma, muitos jovens passam a buscar diferentes caminhos ao mesmo tempo, na tentativa de encontrar sentido para suas vidas, entretanto, essa busca excessiva pode resultar em frustação recorrente.

Portanto, torna-se necessário a intervenção do Estado. O MInistério da Saúde deve ampliar o acesso ao atendimento psicologicos por meio de programas gratuitos. Além disso, as escolas devem promover campanha de conscientização sobre saúde mental. Assim, será possível reduzir os impactos dos transtornos mentais e melhorar a qualidade de vida dos jovens.