Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar

Enviada em 09/04/2026

Nos cenários contemporâneos, observa-se o agravamento dos transtornos mentais entre os Millennials, evidenciando um dos principais desafios sociais da atualidade. Nesse contexto, essa geração, inserida em uma realidade marcada por rápidas transformações, enfrenta desafios que comprometem sua qualidade de vida, como a instabilidade socioeconômica e a pressão por realização pessoal. Ademais, as redes sociais, ao difundirem padroẽs idealizados de sucesso, intensificam tal problemática. Assim, torna-se necessário analisar suas causas.

Em primeiro plano, destaca-se a instabilidade socioeconômica como fator determinante para o aumento dos transtornos mentais entre os Millennials, em uma cenário de intensificação da competitividade e da insegurança no mercado de trabalho, conforme analisa Zygmunt Bauman ao tratar da modernidade líquida. Sob essa lógica, a fluidez das relações profissionais e a constante incerteza quanto ao futuro ampliam a vulnerabilidade emocional dos indivíduos. Nesse viés, a elevada exigência por produtividade, aliada a salários estagnados e a instabilidade financeira, gera significativo desgaste psicológico e reforça a sensação de insegurança.

Outrossim, a pressão por realização pessoal e os aspectos comportamentais influenciam negativamente a saúde mental da geração Y, visto que esse grupo internaliza a lógica do desempenho constante, conforme discute Byung-Chul Han em A sociedade do cansaço. Nessa perspectiva, o sujeito passa a se autocobrar de maneira excessiva, o que favorece o esgotamento emocional. Paralelamente, as plataformas digitais reforçam padrões irreais de felicidade e sucesso, promovendo comparações contínuas. Consequentemente, muitos se sentem frustrados ao não atingir tais expectativas.

Portanto, é imprescindível combater os transtornos mentais entre os Millennials. O governo federal, com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS),

deve ampliar o acesso a serviços psicológicos por meio da criação de centros gratuitos, financiados por verbas públicas, além da promoção de campanhas digitais de conscientização voltadas aos jovens. Assim, será possível reduzir os impactos e melhorar a qualidade de vida da população.