Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar

Enviada em 09/04/2026

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos irrompeu da necessidade de salvaguardar a integridade e os direitos de todos os indivíduos, inclusive daqueles pertencentes aos Millennials. Todavia, as altas taxas de depressão, hiperatividade e o abuso de substâncias da geração Y vêm se intensificando no decorrer dos anos, ferindo a garantia do acesso ao suporte psicológico. Diante desse cenário somos cativados a questionar o descomunal tamanho do problema e a carência de suporte aos invisibilizados em questão.

Sob esse viés analítico, nota-se que a temática confirma-se com o relatório publicado pela Moody’s Analytics que relata a morte de mais de 36 mil norte-americanos em 2017, majoritariamente devido ao abuso de substâncias, o suicídio, e dentre os principais fatores, o estresse financeiro. De fato, a depressão está em ascensão, no entanto a problemática contraria-se especialmente quando se trata da geração Y, que desenvolveu-se em meio à era das empresas .com e à democratização do acesso à informação — geração esta maioral diante dos índices de depressão.

A série 13 Reasons Why evidencia como fatores sociais e emocionais podem contribuir para o agravamento de transtornos como a depressão entre jovens, especialmente quando há desprovimento de suporte emocional adequado devido à negligência governamental. Ao analisar o contexto contemporâneo acerca do suporte emocional de livre acesso nota-se que, na maioria dos casos, possuem baixa eficácia ou não alcançam a população invisibilizada, o que fere diretamente os direitos garantidos à população do acesso ao suporte emocional de qualidade. Assim, medidas exequíveis são necessárias a fim de que essa parcela tão invisibilizada receba orientações profissionais e personalizadas de alta eficácia e de fácil acesso, tal como a fiscalização de entidades provedoras de suporte emocional. Em especial convém citar o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, para que melhores medidas sejam concretizadas e que as escolas recebam monitoria emocional de modo que essa minoria finalmente tenha acesso a um direito básico do bem-estar, como prevê o Artigo 6º da Constituição Federal.