Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar

Enviada em 28/08/2023

O lema “ordem e progresso”, inscrito no símbolo pátrio máximo, a bandeira do Brasil, advém da corrente filosófica preconizada por August Comte, o positivismo, que preza pelo desenvolvimento social a partir do científico; o que, no contexto hodierno das dificuldades enfrentadas pela geração y, se apresenta de forma antagônica à realidade da sociedade brasileira. Lamentavelmente este panorama encontra-se bem estruturado e enraizado na inatividade estatal, tendo como consequência a imutabilidade das situações que precisam ser superadas para que os millenials tenham uma melhor qualidade de vida.

Inicialmente nota-se a imobilidade do Poder Público como principal empecilho para a superação das difiuldades vividas pelos jovens em questão. É, como defende Thomas Hobbes em seu livro “Leviatã”, incumbência do Estado proporcionar meios e abrir caminho para o desenvolvimento social. Logo, não há no que se falar em desenolvimento social enquanto, segundo o relatório da Moody’s, a depressão aumenta cada vez mais entre os millenials. Além de que “tristeza, e sensação de desespero”, descritas como características da depressão pela Harvard Medical School, são adjetivos que não conjugam com o desenvolvimento social. Murray Rothbard, economista americano, defende que a classe política toma decisões calcadas em seus interesses privados, primando por aquelas que garantam o retorno imediato do capital político, o que atua como outro obstáculo para alcançar as mudanças exigidas para que a influência sobre a geração Y seja positiva.

Por conseguinte desagua-se na impossibilidade de que o País viva de acordo com o postivismo sem antes concretizar a qualidade de vida dos millenials. Situação que, fundamentalmente de acordo com a Constituição Federal de 88 e o positivismo, é inadmissível que perdure.

Constata-se que impera a necessidade de atuação do Governo Federal. A partir do Ministério da Saúde e da Educação deve proporcionar, nas escolas e faculdades, acompanhamento psicopedagógico para identificar e tratar a geração Y de forma coerente e individual. Assim a sociedade vieverá em sua plenitude, visto que não é possível moldar o mundo para se adequar a geração em questão, mas pode-se tratá-la para que esta molde o mundo.