Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar
Enviada em 11/09/2023
De acordo com o elucidado no texto “Exaustos, Correndo e Dopados”, da jornalista Eliane Brum, os indivíduos são incapazes de alteridade, o outro se tornou alguém a ser excluído, bloqueado ou mesmo deletado. Essa afirmação relaciona-se a depressão presente nos jovens e adultos do século XXI, gerada pela influência do mundo sob essa geração Y, visto que a negligência governamental e o individualismo perpetuam esse problema
Nota-se, a princípio, que - na sociedade brasileira - existe um descaso estatal associado as pessoas que possuem declínio da saúde mental. Nesse sentido, no livro “Cidadão de Papel”, verifica-se a meterialização de que os direitos previstos na Constituição Cidadã de 1988 não são garantidos a todos os brasileiros na prática. Esse fato é demonstrado na ausência de planos governamentais para o cuidado dos cidadãos com depressão, como a falta de psicólogos atendendo em hospitais públicos. Dessa forma, esse sucateamento da saúde pode contribuir para o prolongamento do controle dessa doença, ocasionando a impossibilidade do indivíduo realizar suas práticas laborais e pessoais.
Ademais, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que dificulta a mudança das consequências negativas da influência do mundo na geração Y. Desse modo, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais - a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva perante os millenials e a depressão demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos - preocupados com seus desejos pessoais - não se importam com o que ocorre ao seu redor. Dessa maneira, as pessoas estão preocupadas apenas com suas próprias vidas e não refletem sobre os danos que comentários ofensivos