Millenials e a depressão: como a geração Y é influenciada pelo mundo e o que precisa mudar

Enviada em 11/09/2023

A série “Dilema das redes” retrata o modo como as redes sociais atuam no cérebro e no comportamento da sociedade. Paralelamente à série, a geração Y, ou seja, indivíduos entre 23 e 38 anos de idade, possui maior acesso à internet, logo, se tornam os principais afetados pelo uso abusivo desse recurso. Por isso, é indubitável que a geração Y é afetada prioritariamente pelas redes sociais, e a dificuldade em distinguir a vida virtual da vida real aumenta os casos de ansiedade e depressão nessa faixa etária.

Em primeira análise, o filósofo Theodor Adorno afirma que as mídias sociais moldam um padrão de comportamento utópico que, quando não é atingido, gera frustração. Nesse sentido, a busca pela vida ideal proposta nas redes sociais acarreta na instatisfação com a vida real e acentua questões psicológicas. Diante disso, segundo pesquisas da revista “Dorh”, a geração Y apontou um aumento de cerca de 50% nos diagnósticos de depressão nos últimos dez anos. Dessa maneira, percebe-se que essa geração é altamente afetada pelas plataformas digitais.

Outrossim, fica evidente o conceito de Educação, proposto pelo ativista Nelson Mandela. Nesse cenário, suas ideias afirmam que a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Com isso, nota-se que o ensino sobre o uso nocivo das mídias sociais é a forma mais efetiva de mudar a situação da geração Y, haja vista que a explicação acerca da realidade utópica proposta na internet auxilia no combate à busca pela vida perfeita.

Portanto, para que as questões psicológicas dessa faixa etária sejam devidamente resolvidas, é mister que entidades nacionais, como a Secretaria da Saúde, juntamente com empresas particulares, promovam ações que apresentem as consequências da busca por uma vida idealizada mostrada nas redes sociais e os malefícios causados por esse ato. Ademais, as ações podem ser praticadas por meio de palestras em empresas e dinâmicas em grupo que retratem a melhor maneira de conciliar a vida profissional e pessoal, a fim de atenuar as frustrações. Assim, com o intuito de promover o bem-estar desses indivíduos, o impacto das mídias sociais sobre a geração Y tende a diminuir, assim como os casos de depressão.