Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 23/08/2018

A declaração universal dos direitos humanos, promulgada em 1948, assegura as pessoas direito a moradia e bem estar social. No entanto, no Brasil há uma parcela da população que não usufrui desses direitos, ficando exposta a riscos. Nesse contexto, a ineficácia estatal e o preconceito da população colaboram para o alastramento dessa problemática.

Em primeira análise, cabe pontuar que a maioria dos  moradores de rua são violentados diariamente, por conta do preconceito que algumas pessoas tem em relação a eles. Comprova-se isso por meio de inúmeras notícias veiculadas pela mídia, onde moradores de rua são marginalizados, tratados com desrespeito e muitas vezes a violência sofrida por eles não é denunciada. Portanto, há uma banalização dessa questão por parte da sociedade, que aceita passivamente o que a mídia veicula.

Ademais, convém frisar que o Brasil apresenta uma insegurança monetária e jurídica enorme, o que faz com que muitas pessoas se tornem desempregadas, contraiam dívidas, percam suas moradias e, como consequência de tudo isso, são obrigadas a morar na rua. Uma prova disso está nos dados divulgados pela revista Isto é, em 07 de maio de 2008, apontando que 30 % da população moradora de rua é de desempregados. Por conseguinte, percebe-se que o desemprego contribui para o aumento do número de moradores de rua.

Diante disso, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Nessa ótica, o Governo Federal, através do Ministério do Trabalho, deve ofertar cursos de capacitação técnica e formação a pessoas carentes ou em situação de vulnerabilidade, bem como vagas de emprego, garantindo aos sem teto a reinserção no meio laboral e na sociedade. Outrossim, é imprescindível que a mídia (rádio, tv e redes sociais) faça campanhas contra o preconceito, focando a empatia e apoio social aos moradores de rua por parte da sociedade. Dessa forma, teremos as condições necessárias para assegurar a esses indivíduos bem estar social e moradia.