Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/08/2018
Invisível. Indigente. Mendigo. Tais expressões preconceituosas revelam a insensibilidade perante aos moradores de rua. Nesse contexto, o número de pessoas em situações de rua, no Brasil, só alastra. Dessa forma, deve-se analisar como a negligência do poder público e a falta de empatia da sociedade influenciam a problemática em questão.
Convém ressaltar, a princípio, que o poder público culpa a sociedade pela miséria que vive. Isso acontece posto que, para Milton Santos a população está diante da globalização perversa, na qual, culpa os miseráveis pela própria miséria. Em decorrência dessa fragilidade hierárquica para os mais necessitados, a Constituição de 1988 que garante o direito à moradia, à alimentação e à saúde, não passa do papel.
Além disso, nota-se, ainda, que a falta de empatia da sociedade para com os mendigos é responsável por a permanência deles nas ruas. Isso decorre do fato de serem vistos por uns como ‘‘invisíveis’’ e por outros como inconvenientes. Logo, não há tratamento digno. Não é à toa, então, que o sociólogo Durkheim analisa o papel da coletividade como um organismo, ou seja, se cada um fizer sua função a sociedade evolui.
Torna-se evidente, portanto, que, no Brasil, os moradores de rua são inferiorizados. Em razão disso, a Secretaria de Habitação deve planejar a ocupação de imóveis inativos. Ademais, o poder midiático deve disseminar a realidade vivida pelos mendigos através de propagandas e panfletos. Dessa forma, o Brasil poderá alcançar um número menor de pessoas vivendo nas ruas.