Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

O Brasil foi formado, no seu período colonial, por muitos moradores de rua que imigraram da Europa. Atualmente, existem diversas pessoas sem teto no nosso país, configurando uma questão social, que ocorre, não só por causa da urbanização, como também pela logística capitalista.

Em primeira análise, cabe pontuar que a nossa formação do meio urbano acarretou a proliferação da mendicância. De certo,a urbanização brasileira foi tardia ,desorganizada e rápida. Consequentemente, muitas pessoas pobres ficaram  sem propriedade privada. Ademais, o desvio de verbas que acontece nos programas sociais - que concedem casas- também ocasiona o aumento do número de maradores de rua. Infelizmente,  nesse contexto, a  política sendo sinônimo de felicidade para os cidadãos, conceito criado por Aristóteles, está deturbado no Brasil.

Outrossim, outro fator que agrava a situação é o modelo capitalista implantado, historicamente, ao adquirir imóveis no Brasil. Uma prova disso é a lei de terras - colocado em vigor em 1850- no qual o terreno tornou-se um bem comercializável, em que afastou os indivíduos de baixa renda de possuírem a sua propriedade. Além disso, a crescente especulação imobiliária acarreta preços exorbitantes para as casas. Por conseguinte, o número de moradores de rua crescem e se tornam vulneráveis à bebidas alcoólicas, drogas e agressões.

É evidente, portanto, que o futuro está repetindo o passado, como já dizia Cazuza. Logo, é importante que o Poder Legislativo crie programas sociais, por meio de uma política pública, que conceda imóveis para os indivíduos sem teto, a fim de reduzir a mendicância, disparidades e a marginalização. É  primordial que empresas privadas, em conjunto com ONG´S, criem vagas de empregos em diversas aréas, através de um sistema de cotas, para moradores de rua, com intuito de criar um país isônomo, que ofereça oportunidades para essas pessoas melhorarem de condição e saírem dessa situação.