Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 23/08/2018
Diversos são os motivos que levam indivíduos a fazerem do espaço público sua moradia, tais como o desemprego, problemas familiares, psicológicos e o principal deles as drogas. No Brasil, os altos indicies de moradores de rua aferido nos últimos anos, reflete a baixa atenção coletiva destinada para atenuar o problema. Logo, tanto os poucos investimentos educacionais quanto a escassez de empenho social, corrobora para o cenário critico.
É indubitável que o Estado tem papel fundamental na manutenção do equilíbrio civil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem cerca de 100 mil pessoas em situação de rua no país, na qual boa parte tem entre 31 e 50 anos e tem ensino fundamental incompleto. De forma clara, boa parte dos indivíduos são aptos ao mercado de trabalho, no entanto devido a falta de formalização vivem em situações de risco, sendo muitas vezes vitimas do crime organizado.
Outrossim, percebe-se o baixo engajamento coletivo no que tange a ressocialização de moradores de rua. Muitos são vistos como neutros causando oque a sociologia chama de “Invisibilidade Social”, um dos fatores que mais implica nos dias atuais. Dificilmente recebem doações para suprir suas necessidades mais básicas acabam vivendo a margem da sociedade, desencadeando doenças físicas e psicológicas.
Convém, por fim, que mudanças sejam aplicadas para mudar a situação de sem tetos nas cidades brasileiras. Logo, o Governo, no papel dos municípios, deve criar centros especializados na capacitação de moradores de rua, mediante verba pública disponibilizar profissionais para formalizar, educar e incentivar indivíduos em sua introdução no meio social. Juntamente com o Terceiro Setor, composto por empresas privadas e centros comunitários, fornecer auxílios como, banho, produtos de higiene pessoal, alimentação, dormitório e orientação sobre drogas e álcool. Dessa maneira, terá como consequência um país mais justo, igualitário e socialmente equilibrado.