Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 23/08/2018

No filme norte-americano “Lion: Uma jornada para casa “, é retratada a vida de dois irmãos indianos que moram nas ruas da sua cidade até encontrar sua família adotiva. Na longa metragem é possível perceber a dificuldade de sobrevivência que ambos sofrem com a falta de comida, higiene, educação e amor. No Brasil, isso não é muito diferente; crianças, jovens, adultos e idosos vivem - ou existem- nas ruas dos pequenos e grandes núcleos urbanos, e infelizmente passam a fazer parte das nossas vidas sem que percebamos em nosso dia a dia. Essa questão envolve diversos problemas sociais que precisam ser combatidos com a ajuda do governo e da sociedade.

Em princípio, é necessário entender os principais motivos para existirem moradores de ruas. A pobreza, problema de drogas e questões familiares são as principais causas e a desigualdade social - existente desde os primórdios da humanidade - apenas contribui para essa crescente taxa. Isto é, os aglomerados sociais estão crescendo cada vez mais e a falta de emprego também; em consequência as pessoas acham como única solução morar nas ruas ou nas favelas, ou, entrar no mundo do crime e das drogas. Logo, uma organização governamental mais justa é de extrema importância.

Jean Jacques Rousseau dizia “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável” e é exatamente isso que acontece. O homem não vai para as ruas por escolha, a sociedade o corrompe de alguma forma o fazendo tomar essa atitude; seja por falta de educação e oportunidade, seja por motivos familiares, ou por questões de drogas. Por isso investimentos na parte de educação e reabilitação é uma solução bastante viável para que ao menos esse problema social diminua.

Desse modo, a taxa crescente de moradores de ruas deve ser solucionada a partir da colaboração de diversas áreas da sociedade, seja ela governamental ou familiar. Para que isso ocorra, em primeira estância o governo federal juntamente com o Ministério da saúde, devem criar centros comunitários nas principais cidades para abrigarem esses indivíduos; dando suporte de moradia, alimentícia e higiênica. Ademais, o Ministério da Educação deve se unir com esse projeto e desenvolver cursos profissionalizantes e de autoajuda nos próprios centros para que os mesmos saiam dos abrigos com um emprego garantido e uma educação profissional.

A mídia também deve colaborar divulgando fotos dos moradores que saíram de suas casas por questões de drogas e/ou brigas, para que suas famílias localizem os desaparecidos e possam dar tudo suporte para o mesmo.