Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

Alcoolismo. Drogas. Conflitos familiares. Desemprego. Estes são alguns dos motivos que fazem com que pessoas morem nas ruas. Nos últimos anos, no Brasil, houve um aumento na quantidade de moradores de rua e existe pouca discussão sobre essa questão, o que demonstra à necessidade de debater sobre esse assunto.

Primeiramente, é preciso destacar o preconceito com que essa parcela da população é vista e que gera o esteriótipo de que “morador de rua é drogado e que não quer trabalhar”. Segundo o renomado filósofo Pierre Bourdieu, a sociedade participa de um círculo vicioso de incorporação, naturalização e reprodução de estruturas padronizantes, o que corrobora com o fato de que o grande parte dos cidadãos habituou-se a ver e, não se preocupar e até mesmo sequer notar os moradores de rua.

Concomitantemente a essa dimensão social, segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à educação, moradia e saúde. Contrariamente a essa lógica, essa prerrogativa legal não tem se efetivado com ênfase na prática, uma vez que a falta de investimentos por parte do Estado, dificulta o acesso a esses direitos básicos aos moradores de rua.

Assim, o debate sobre esse assunto indica que medidas devem ser tomadas para suavizar o problema. Por isso, é necessário que a Secretaria de Habitação, promova o acesso à moradia e emprego aos moradores de rua, por meio da utilização de terrenos e construções que estejam abandonados nas cidades, transformando-os em moradias para pessoas de baixa renda e empregando esses moradores na construção civil para construirem essas moradias.