Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/08/2018

Em 1888, quando foi abolida a escravidão no Brasil, o Governo Colonial se mostrou despreocupado com a situação do negro recém alforriado, o qual contou unicamente com as ruas para sua sobrevivência. Esse descaso continua presente na atualidade, em que a falta de políticas públicas, paralelamente ao desemprego devido em grande parte ao avanço do capitalismo, contribuem de forma substancial com aumento de moradores de rua no país.

A priori, vale ressaltar a importância do Estado em atuar com políticas públicas efetivas, pois as atuais não estão suprindo a necessidade de grande maioria da população em situação de rua. Além disso, de acordo com a Constituição, todos têm direito a moradia, alimentação e saúde, contudo isso não tem se cumprido.

Concomitantemente, segundo a teoria evolucionista de Darwin, o indivíduo que possuir mais características que o adapte melhor ao ambiente, terá vantagem sobre os demais. Sendo assim, a característica aplicada a essa realidade seria o capital, pois quem não tem poder aquisitivo tende a ser marginalizado, excluído socialmente, e um dos maiores motivos disso é a falta de emprego para essas pessoas, que muitas vezes carecem de ensino básico e oportunidades.

Torna-se evidente, portanto, que esse entrave social ainda afeta muito boa parte da população. Para reverter essa problemática, o Poder Legislativo, por meio do Congresso Nacional, deve promover incentivos fiscais a empresas que contratarem pessoas em situação de rua, a fim de diminuir a miséria das mesmas, possibilitando-as de saírem dessa condição. Paralelo a isso, a Secretaria de Assistência Social deve criar cursos voltados à formação básica e profissionalizante para os moradores de rua, tendo então mais oportunidade de trabalho. E por fim, o Ministério das Cidades pode atuar restaurando prédios abandonados para abrigar os indivíduos sem moradia, com o intuito de acolhe-los e amenizar o problema.