Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 24/08/2018
Desde a Revolução Industrial e a consolidação do modelo econômico capitalista no Brasil, é possível afirmar que a desigualdade social torna-se mais agravante no decorrer dos anos e o número de moradores de rua aumentam cada vez mais. Isso se evidencia não só pela diversidade econômica e social, mas também pela negligência pessoal quanto à própria saúde. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas para esse transtorno e intervir.
Segundo o filósofo Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. Logo, de maneira análoga, é possível perceber que, atualmente, o tecido social não está atribuindo essa citação de maneira correta. Precisamente, é notório como os moradores de rua tornaram-se invisíveis para certas pessoas e isso se justifica pela desigualdade que enfrentamos. Hoje, a questão social contribui para essa problemática, visto que, a maioria desses moradores são pessoas que não tiveram oportunidades de emprego por conta de escolaridade, aparência e pelo mercado atual querer selecionar somente os mais qualificados.
Outrossim, vale ressaltar que a negligência com a saúde favorece para esse transtorno. Segundo o portal G1, 36% dos moradores de rua são provenientes do alcoolismo e drogas. Sendo assim, fica claro, que esses indivíduos optam pela rua devido à problemas familiares e falta de ajuda. Todavia, essa questão aumenta os enclaves fortificados, o que amplifica ainda mais a desigualdade do país.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias. Cabe ao Governo Federal junto com as prefeituras criar mais unidades de recolhimento para essas pessoas e aumentar as oportunidades de trabalhos e educação, em prol de garantir um futuro melhor para esses cidadãos e assegurar uma diminuição na desigualdade social e econômica do país, permitindo que todos se sintam importantes na sociedade, assim como o filósofo citou.