Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

Nota-se, no país, o grande número de brasileiros habitando nas ruas. A Secretaria Nacional de Assistência Social caracteriza-os como um grupo heterogêneo, isto é, pessoas que vêm de diferentes vivências e que estão nessa situação por variadas razões. Caracteriza-se isso no Brasil desde o Período Imperial e, em outras nações, desde a era medieval. Diante disso, vê-se que esta questão há muito tempo é recorrente na história mundial.

Segundo a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada em 2017, a maioria dessas pessoas são homens e negros. Logo, evidencia-se o presente enraizado com o passado, em que, após a abolição da escravatura, centenas de ex escravos foram para as cidades em busca de emprego assalariado e melhores condições de vida e dignidade, mas que, por falta de infraestrutura e planejamento do império, acabaram ocupando os morros e as ruas. Assim, expostos às mais diversas mazelas, muitos optam pela marginalidade como forma de sobrevivência, fazendo com que sejam vistos como bandidos pela maioria da população. Portanto, o Brasil carece de medidas paliativas que consigam sanar tal problemática.

A Constituição Federal afirma que e direito do cidadão a moradia digna, saúde, educação e segurança, entre outros. Entretanto, nota-se que muitos possuem pouco acesso a isso, e outros, nenhuma acentuação, tendo que conviver com a violência, falta de saneamento básico, higiene e alimentação e precariedade de qualquer conforto. Exemplifica-se isso com o atual fluxo imigratório de venezuelanos nos estados nortenhos e os moradores da cracolândia. São humanos que, diante da crise econômica de seu país, se vêem obrigados a buscarem meios de sobrevivência nos países vizinhos e, outros, em meio à violência domestica, alcoolismo e drogas, mudam-se para avenidas, praças e bairros. Dessa maneira, é possível notar que fatores externos e internos agravam a questão.

Diante dos argumentos supracitados, é dever civil e estatal intervir nessa realidade. O Estado, juntamente com prefeitos e ONG´s, devem buscar construir abrigos e albergues, reformar os já existentes, equipando-os com utensílios básicos para o ser humano, dando também, oportunidade para os próprios moradores, com supervisões, evitando que muitos fiquem pelas ruas, dando-lhes dignidade, saúde e conforto necessário. Soma-se a isso, a junta entre sociedade e assistentes sociais, que busquem conscientizar a todos sobre as vunerabilidades dos desabrigados, através de palestras em escolas, bairros e comunidades, objetivando o fim da empatia e a valorização da solidariedade humana, por meio de doações e ajuda de profissionais da saúde, para que todos possam gozar de seus direitos. Destarte, com essas medidas, haverá a solução gradativa do problema social.