Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

As sesmarias foi um processo trazido para o Brasil colônia, séculos XVI a XIX, pelo Governo português. Tal processo buscava garantir que as terras seriam financeiramente produtivas para o Estado, entregando-as a donatários. Decerto, tal plano governamental, não foi bem-sucedido na esfera social, uma vez que além de alimentar um darwinismo social, gradativamente foi tornando cada vez maior o número de moradores de rua, e isso, é uma questão social nos dias atuais.

A priori,faz-se necessário compreender que são diversas as razões que estimulam alguém a morar na rua. Conforme pesquisas; alcoolismo, o vicio das drogas, desemprego, são alguns dos motivos. Entre esses, a falta de empregos que atinge cerca de 14 milhões de brasileiros, é uma das principais razões para o crescimento do número de moradores de rua atualmente. Esses, sobrevivem em condições degradantes nas ruas, pois não há abrigos suficientes ou que ofereça dignidade para essa parte da população. Faz-se necessário políticas que abarque-os de forma efetiva.

Outrossim, faz-se necessário salientar que os moradores de rua são em muitos casos, seres invisíveis no meio da sociedade. Não se veem politicas públicas oriundas do Estado com o propósito de atender as necessidades básicas desses. Alimentação precária, dormida no papelão, moradia ao céu aberto, essas são cenas muito comuns nas ruas do país. O fato é que essas pessoas são esquecidas pelo Governo, pois não geram renda para o Estado, de maneira análoga as sesmarias do período colonial.

Por isso, faz-se necessário aplicar a filosofia kantiana do imperativo categórico, garantindo isonomia para esses.

Destarte, a fim de gerar o que reza a nossa Carta Magna, e garantir a isonomia entre as pessoas, o Governo deve, por meio de incentivos fiscais  a empresas,estimular a criação de abrigos feitos por empresas privadas, bem como criar uma comissão nos estados, que visem abordar e traçar o perfil dos moradores de rua, a fim de encaminha-los, para o tratamento necessário, gerando assim uma sensação de justiça e dignidade.