Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
O “poder” da invisibilidade
Sem-abrigo é o indivíduo que vive em extrema carência material e não consegue meios de obter condições mínimas para sua própria sobrevivência. No Brasil, infelizmente, eles são vistos como quem vive na rua por vontade própria, e se esquecem dos fatores como conflitos familiares, alcoolismo e drogas que os levaram àquela condição. Essa condição se perdura até hoje por causa do desleixo do Governo Federal além da falta de empatia da sociedade para com os sem-teto.
Primeiramente, vale lembrar que tanto o Governo quanto a população em geral trata os moradores de rua com descaso e são lembrados apenas no inverno ou nos períodos de eleição. Como prova da “invisibilidade” desse grupo social, o psicólogo Fernando Braga da Costa fez um experimento social se vestindo de gari por 10 anos e notou a indiferença com que as minorias são tratadas.
Concomitantemente a essa dimensão política, quando Pierre Bourdieu afirma que a sociedade participa de um ciclo vicioso de incorporação, naturalização e reprodução de estruturas padronizantes, corrobora-se a necessidade de se interromper a onda de homicídios com a qual os moradores de rua estão passando com uma reestruturação mental da população com ações educativas. Isso pode ser feito tanto nas escolas desde o ensino fundamental com as crianças quanto pelos aparelhos midiáticos para a sociedade em geral.
A fim de reverter esse cenário problemático, o Poder Legislativo deve atuar juntamente com a Secretaria Nacional de Assistência Social criar uma lei em que as propriedades privadas abandonadas que não possuam função social sejam reformadas para os moradores de rua viverem nelas. Além disso, o Poder Judiciário deve fiscalizar essa ação, para que seja realmente efetivada. Dessa forma, será um passo a frente para a reinserção gradativa do sem-teto na sociedade.