Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 25/08/2018

A obra Capitães da areia , do renomado escritor modernista, Jorge Amado, relata o quão poucas são as pessoas que se dispõem a ajudar um grupo formado por cem crianças de rua, negligenciadas por grande parte da sociedade, as quais acabam se marginalizado. Fora da ficção, contudo, esse cenário ainda perdura no Brasil, apresentando a questão dos moradores de rua como um quadro alarmante, uma vez que, há omissão do cumprimento da cidadania, o que intensifica a segregação social no país.

Portanto, pode-se observar que a política estatal para a população das ruas garante o respeito à pessoa humana e aos seus demais direitos.Todavia, a insuficiência deste decreto resulta em aumento desse contingente , que fica a mercê da fome e da violência ,infringindo o contrato social, idealizado por Thomas Hobbes, no qual relata ser obrigação do Estado proporcionar à sociedade seus benefícios legais. Logo, segundo o IBGE( instituto brasileiro de geografia e estatística), 78% desse grupo específico não completaram os estudos ou nunca estudaram, dessa forma, não encontram oportunidade para terem um sustento digno, o que vai de encontro aos direitos humanos.       Concomitantemente à dimensão social, o sociólogo Max Weber expressa que a ação social é dotada de valores sendo capaz de gerar mudança. Entretanto, a invisibilidade seletiva gerada pelos estereótipo maldizentes ao povos de rua os impedem de serem incluídos na sociedade. Exemplo disso, é possível perceber no cotidiano em sociedade tamanho peso da intolerância quando um adulto se dirige à criança com a seguinte frase:-”Cuidado, o “homem do saco” vai pegar você “. Sendo este citado, um indivíduo desabrigado, ou seja, o surgimento da repugnância a essas pessoas começa na infância e se consolida em indiferença ao próximo , dificultando a aparição de ações transformadoras, como ratifica weber .

“O importante não é viver, mas sim viver bem". Essa frase dita por Platão relata que a qualidade de vida excede a própria existência. Sendo assim, Cabe à Receita federal disponibilizar partes dos impostos arrecadados para serem investidos em subsídios à esse grupo, dando-os um ponto de partida para superar essa má condição de vida. Cabe também às instituições e escolas , debaterem sobre o assunto com seus alunos e promoverem projetos de extensão às ruas tanto para alfabetizarem e instruírem essa pessoas , quanto para criar maior contato dos alunos com estes , quebrando todo tabu e preconceito. E ao Governo federal , efetivar as políticas de moradias ,de forma que ,haja a perda do imóvel ,por parte dos proprietário de prédios sem função social, e estes sejam direcionados aos desabrigados. Dessa maneira,com a atuação de ambos a cidadania alcançará todo brasileiro.