Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

A questão dos moradores de rua no Brasil é antes de tudo produto da desigualdade social que assola o país. Entre os fatores que contribuem para essa realidade estão o desemprego, o alcoolismo e o uso de drogas e o déficit habitacional.

Em primeiro plano está o desemprego que esta associado tanto a crises econômicas como ao inchaço populacional que torna-o estrutural. Sendo assim, não havendo uma situação de pleno emprego e as pessoas menos favorecidas socialmente são as mais atingidas por essa adversidade que muitas vezes levam-nas as ruas, por não possuírem nenhum tipo de respaldo do Estado.

Em segundo plano esta a dependência do álcool e das drogas que torna as relações insustentáveis e faz com que os dependentes deixem seus lares, afim de darem continuidade ao vício. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Ministério de desenvolvimento social, 35,5% das pessoas em situação de rua tem como motivo o uso de álcool e/ou drogas.

Além disso, outra barreira enfrentada é o déficit habitacional que faz com que não haja acesso  á moradia adequada a todos. De acordo com dados da fundação João Pinheiro,no período de 2007 a 2015 o déficit habitacional relativo era de 9,6% no Brasil. Dessa forma evidencia-se a falta de programas de moradias populares no país.

No entanto, além  da vulnerabilidade a que estão expostas essas pessoas, há um processo de invisibilidade social pela qual elas são acometidas.Esse fator é corroborado por Fernando Braga da Costa, psicanalista pela USP,que afirma que há uma invisibilidade pública em que indivíduos tornam-se invisíveis por desempenharem determinadas funções sociais.

Portanto, visando diminuir o número de moradores de rua no Brasil é necessário em primeiro lugar que o Estado atue no bem estar social da população assegurando garantias como seguro desemprego estendido , que possibilite que o trabalhador se sustente até encontrar um novo emprego e na realização de programas para a construção de moradias populares que garanta acesso a habitação por todos.Além disso, é fundamental que o Ministério da Saúde atue na promoção de programas de reabilitação em que haja acompanhamento psicológico dos dependentes para que optem por se tratar.Por fim a sociedade civil deve rever seu olhar perante essas pessoas e procurar auxiliá-las da maneira que conseguirem seja com uma conversa ou com um prato de comida.