Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

Morando em meio às crises

Abandono. Desprezo. Invisibilidade. Palavras tão duras, porém que descrevem atualmente o morador de rua. Apesar de tudo, eles não necessariamente escolheram morar nas ruas e vivenciar tudo o que eles experienciam. Muitos deles passam por diversas situações em suas vidas que os levam paras avenidas que geralmente são vistos. Dentre essas múltiplas ocorrências, podem ser citados os problemas familiares e questões econômicas.

Em primeiro plano, Thomas Jefferson, filósofo político iluminista, ao afirmar que os momentos mais felizes de sua vida foram aqueles compartilhados com sua família em sua casa, contrasta a realidade de muitas famílias brasileiras contemporâneas. Devido a diversos problemas, seja entorpecente ou outros, os familiares dos indivíduos não estão preparados a suportar as complicações apresentadas e acabam expulsando-os de sua casa de origem. Com isso, pessoas de diversas idades vêm ocupando ruas e avenidas como meio de sobrevivência, encontrando ali uma nova família. Sem amparo igualmente do Estado, permanecem ali até muita das vezes o último dia de suas vidas.

Concomitantemente ao aspecto familiar, verifica-se que diversas crises econômicas e demissões em massas vêm instabilizando o cenário empregatício do país. Karl Marx, em seu livro O Capital, já havia antecipado o declínio cíclico do sistema capitalista. Entretanto, empresas não preparadas para tais declínios acabam demitindo parte de seus funcionários para conseguirem manterem sua receita favorável. Como consequência disso, vemos pessoas, sem emprego e renda para sobreviver e pagar suas despesas, a sucumbir em meio ao caos econômico.

Nota-se, portanto, a necessidade imediata de mitigação desses problemas, a partir da adoção de algumas medidas: o Poder Executivo por meio das Secretarias Estaduais de Ação Social deve colocar em prática programas sociais instituídos por meio de leis e decretos outrora criados, recolhendo dados acerca dos indivíduos presentes nas ruas e lhes promovendo o necessário para sua sobrevivência e formas de sair dessa situação, dando moradia, suporte psicossocial e uma renda atrelada a um trabalho. Espera-se, com isso, ver o indivíduo se recuperar socialmente podendo voltar futuramente a estreitar laços familiares. Semelhantemente, o Estado por meio das ONGs socioeducativas necessita criar cursos de capacitação a esses jovens e adultos com o intuito deles conseguirem um trabalho futuramente em empresas beneficiadas pelo próprio governo com incentivos ficais. Contando com tais medidas, será possível ver o cenário atual ser modificado para melhor.